Inteligência Artificial favorece quem tem repertório profissional
- comunicacaomeb
- 24 de jun.
- 3 min de leitura

Tecnologia como aliada da experiência: por que o repertório profissional será o diferencial na era da Inteligência Artificial.
Por Fábio Cassettari, Sócio Diretor do Career Group
Em uma conversa recente no podcast “IA Todo Dia”, com meu colega Diego Sommer, debatemos um dos temas mais pulsantes do mercado atual: o futuro do trabalho diante da ascensão da Inteligência Artificial. Dessa troca surgiu uma convicção que carrego comigo — e que considero crucial para profissionais atentos às transformações em curso: a IA não veio para nivelar talentos por baixo. Ela veio para amplificar o que cada um já construiu em termos de trajetória, visão e capacidade de julgamento.
Pense na tecnologia como um amplificador. Ela potencializa a voz de quem já tem algo relevante a dizer. Isso significa que a experiência acumulada não só continua valiosa, como se torna ainda mais estratégica. Ferramentas baseadas em linguagem natural, algoritmos preditivos e modelos generativos são catalisadores poderosos, mas seu impacto depende diretamente da maturidade de quem os opera.
Como consultor de carreira, acompanho líderes que comandam equipes intergeracionais — muitas vezes com profissionais mais experientes do que eles próprios. E é nesse contexto que uma mudança de mentalidade se torna decisiva. Em vez de substituir conhecimento sênior por novas habilidades técnicas, o caminho mais inteligente é integrá-los. Capacitar talentos experientes para explorar a tecnologia com intencionalidade transforma décadas de vivência em ativos de alto valor: análises mais rápidas, mentorias escaláveis, decisões embasadas e ágeis.
Quando o líder se posiciona como facilitador da transformação digital — e não como agente de ruptura — ele ajuda a criar um ambiente onde experiência e inovação não competem, mas se complementam e se impulsionam mutuamente. Existe um discurso comum de que os mais jovens, por terem crescido imersos na tecnologia, estão automaticamente em vantagem no uso da Inteligência Artificial. É verdade que eles trazem fluência digital, agilidade e familiaridade com interfaces. Mas isso, por si só, não basta.
A capacidade de extrair valor real da IA exige repertório, senso crítico e leitura de contexto. E isso não se adquire com cursos rápidos ou experimentação casual — vem da vivência em projetos complexos, da passagem por ciclos econômicos diversos, da capacidade de antecipar impactos antes mesmo que os dados os revelem. A inovação ganha musculatura quando aliada à sensibilidade de quem já enfrentou decisões difíceis, liderou em tempos de crise e aprendeu a reconhecer padrões que a tecnologia ainda não sabe mapear. A união entre juventude digital e maturidade profissional é o verdadeiro diferencial competitivo.
As ferramentas de IA generativa são tão potentes quanto as perguntas que recebem. Quem tem histórico de liderança, de tomada de decisão sob pressão e de leitura sistêmica do negócio está naturalmente mais preparado para fazer boas perguntas — os famosos prompts. Isso gera resultados mais relevantes, diagnósticos mais precisos e insights com potencial de transformar o negócio.
Executivos experientes estão começando a usar IA para cruzar dados históricos com projeções de mercado em segundos. Especialistas transformam seu conhecimento em ativos escaláveis, utilizando modelos de linguagem para automatizar diagnósticos, gerar relatórios, antecipar cenários e disseminar expertise com amplitude inédita. A tecnologia não substitui o conhecimento — ela o projeta.
Para profissionais de RH, a resposta é clara: investir no desenvolvimento tecnológico dos colaboradores mais experientes é um movimento estratégico. Enxergá-los como multiplicadores — e não como peças obsoletas — é a chave para acelerar a curva de adoção da tecnologia dentro das organizações. Além disso, promover a integração entre gerações é uma vantagem competitiva real. Os jovens trazem o domínio das novas linguagens e a flexibilidade. Os sêniores, a capacidade de dar direção e propósito à tecnologia. Esse encontro de forças não é um desafio de gestão — é uma oportunidade de crescimento mútuo.
A tecnologia não veio para suplantar o fator humano, mas para amplificá-lo. O que separa quem cresce com a tecnologia de quem se perde nela não é a idade, mas a intencionalidade: saber usar ferramentas poderosas para resolver problemas reais com base em repertório sólido, visão estratégica e inteligência emocional.
O futuro do trabalho não será dominado por quem tem todas as respostas prontas, mas por quem sabe fazer as perguntas certas — e que, com isso, ganha mais tempo para ser cada vez mais humano. Portanto, se você já construiu uma trajetória rica, a IA pode levar seu talento muito mais longe.















































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